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Autoestima

As relações interpessoais são fundamentais para a vida humana. Cada ser vivo no planeta, principalmente mamífero, necessita da troca afetiva possibilitada pelas relações com os outros. O modo como convivemos com as pessoas revela como aprendemos a lidar com nossas emoções, frustrações e como nos relacionamos primariamente conosco.
A maneira como nos posicionamos diante de nós mesmos na vida direciona como vamos lidar com as outras pessoas. Dessa maneira, é muito possível que uma pessoa com boa relação intrapessoal terá boas relações interpessoais. Por isso, hoje em dia, valoriza-se tanto a inteligência emocional. Ela está diretamente ligada ao modo como a pessoa se posiciona na vida.
Diante de uma dificuldade, em geral, o primeiro pensamento está associado à crença básica de um indivíduo, a seu autoconceito. Se uma pessoa acredita que é capaz de superar um desafio, então diz para si mesma: “Vou conseguir”. Caso contrário, afirma: “Isso é muito difícil!” ou “Não vai dar certo” ou, ainda, “Impossível”.
A autoestima determina e direciona pensamentos, emoções e comportamentos. Começa a ser desenvolvida no nascimento, por meio da relação com os pais e com o mundo à volta da criança. O nível de autoestima que uma pessoa manifesta influencia tudo em sua vida. Em função disso, a saúde, o trabalho, as relações pessoais e comerciais são diretamente afetadas pelo nível de autoestima de cada um.
Nas relações íntimas a autoestima direciona o tipo de relacionamento a ser conservado. Há pessoas que buscam manter padrões de relacionamento que reforcem seu baixo nível de autoestima, com parceiros(as) que as desmerecem e as desvalorizam. A alusão mais correta nesse caso é a de um espelho: o que está dentro é refletido fora e o(a) parceiro(a) se relaciona com os recursos que lhe são oferecidos. Neste caso, de baixa autoestima, reforçando, assim, um padrão de autoconceito.
A autoestima é a fonte do nosso poder pessoal, da capacidade que todo ser humano tem de influenciar e ser influenciado nas relações sociais. Em todos os tipos de relações a autoestima é o pano de fundo, pois ela determinará o modo como o indivíduo irá lidar com seu corpo, se emocionar e agir. Em situações de trabalho, por exemplo, pessoas com elevada autoestima tendem a ser mais ágeis, a falar assertivamente o que querem, a lutar pelos seus objetivos de modo claro. Alguém com autoestima alta acredita em si mesmo, é o que quer ser, goza a vida e assume responsabilidades sem culpar os outros e sem se justificar pelas escolhas que faz.
Alguns autores se dedicaram a pesquisas importantes a respeito do tema. Shinobu Kitayama (2004) realizou estudos na Universidade de Dakota do Norte, nos Estados Unidos, envolvendo 257 estudantes. Constatou que os indivíduos mais pessimistas tinham uma percepção negativa a respeito de atividades do local onde viviam e apresentavam impressões ruins a respeito de si mesmos. Para Kitayama, há uma correlação direta entre a adequação do modo de agir aos valores sociais vigentes e a elevada autoestima.
 Fonte: http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/Edicoes/80/artigo266443-1.asp

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