Pular para o conteúdo principal

Histórias de Ciúme Patológico




Livro de Geraldo José Ballone
Ed. Manole, S.Paulo, 2010

- no meio da noite, depois de um sonho sobre traição, ela acordou o marido para manifestar suas dúvidas acerca de sua fidelidade conjugal.
......................
- não bastou ela ter confidenciado seu relacionamento anterior ao atual namoro como demonstração de lealdade; ele queria insistentemente saber detalhes de tudo que ocorreu neste relacionamento. O interrogatório se repetia cansativamente.
.............................
- depois da separação surgiu um ciúme exagerado do espaço perdido; ciúme de quem poderia estar usando sua antiga ex-casa, sua ex-cama, convivendo com seus ex-cães...
..........................
- a briga começava porque ela “tinha certeza” de que ele nutria pensamentos obscenos em relação a outras mulheres. Era o ciúme dobre o que ele pensava.
O simples fenômeno do ciúme normal e fisiológico é de ocorrência universal, encontrado até em outras espécies animais, além do ser humano. Esse tipo fisiológico de ciúme é aquele que habita em todos nós, o chamado ciúme normal, porém, a variação em sua quantidade acaba fazendo surgir o ciúme exagerado. Além disso, as variações na qualidade do ciúme normal acabam produzindo o ciúme obsessivo e o ciúme francamente patológico.

A psiquiatria é uma das especialidades médicas onde o sofrimento direto e imediato causado pela doença não é monopólio do paciente. A dor causada pelos transtornos psiquiátricos, entre eles o ciúme patológico, é compartilhada por outras pessoas além do próprio paciente, pessoas que muitas vezes acabam sofrendo muito mais que o doente. 
Nossa idéia é que as vítimas do ciúme, tanto as portadoras desse sentimento, quanto aquelas que sofrem por causa do ciumento, possam compreender a natureza desse incômodo emocional que pode se transformar em doença e, assim, buscar mudanças capazes de aliviar esses sofrimentos.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Perfil da manipulação

Simpático(a) ...é a máscara mais freqüente utilizada pelos manipuladores. Ele(a) é sorridente, extrovertido(a), sabe aproveitar a vida. Demonstra atenção com os outros, mas faz questão de marcar a sua posição. Aos poucos, vai ocupando o lugar da outra pessoa. Seu perigo reside justamente em ser tão agradável. Mostrando-se gentil e amoroso(a), consegue fazer com que as pessoas sintam-se pouco à vontade para discordar das suas opiniões. Esse tipo consegue criar um clima de amizade e camaradagem com extrema facilidade.
Sedutor(a)...vaidoso(a) e atraente, ele(a) gosta de olhar nos olhos, de fazer perguntas embaraçosas e de manter certo mistério em torno de si. Não economiza elogios e galanteios e, assim, consegue o quer das pessoas, que o(a) consideram charmoso(a) e irresistível, embora não consigam nada com ele(a).
Altruísta...não mede esforços para agradar: dá presentes, faz favores... mas tudo na expectativa da reciprocidade. Ou seja: não aceita recusas, o que faz com que as pessoas sint…

Relação mãe e filha

Não é difícil deparamos com dificuldades na relação entre mãe e filha, uma combinação que as vez não dá muito certo... Quando uma mulher descobre que está grávida de um bebê do sexo feminino é como se repetisse a história que viveu com sua mãe, provavelmente as mesmas dificuldades iram aparecer. As repetições acontecem porque não houve um trabalho de elaboração dos conflitos e das dificuldades, a tendência é repetir uma história, está mãe não poderá oferecer a sua filha, o que não se tem. Se os pais reconhece o filho como sujeito temos um bom relacionamento, muitos pais com dificuldades emocionais projeta em seus filhos o melhor ou o pior de si, quando isso acontece muitas crianças tendem a assumir a tarefa de reparar a mente disfuncional da mãe para que ela possa conseguir ser uma boa mãe. Percebemos esta relação quando a filha deixa de viver a própria vida postergando projetos, desejos, entre outras coisas, isso acontece com aquela filha que ficou solteira, sua obrigação é cuidar do…

Consequências psicológicas do aborto

Como muitas mulheres acabam por utilizar a repressão como meio de lidar com o que sentem, a procura de ajuda psiquiátrica pode ocorrer muito depois do aborto ter sido realizado. Estes sentimentos reprimidos, no entanto, podem induzir doenças psicossomáticas ou psiquiátricas noutras áreas da sua vida. Uma sondagem realizada a 260 mulheres, muitas das quais procuravam informação sobre aconselhamento pós-aborto e que já se tinham submetido a pelo menos um aborto enquanto adolescentes, mostrou que de uma forma geral estas mencionaram ter: “flashbacks” relativos ao momento do aborto, crises de histeria, sentimento de culpa, medo do castigo de Deus, receio pelas suas própria crianças, agravamento de sentimentos negativos no aniversário da data do aborto ou quando exposta a propaganda a favor da liberdade de escolha (do aborto), interesse excessivo em mulheres grávidas e em bebês, visões ou sonhos com a criança abortada, consciência de terem falado com a criança abortada antes do aborto. Mulhe…