Pular para o conteúdo principal

Você conhece o Poliamor?



O poliamor é um movimento que surgiu na década de oitenta nos Estados Unidos, com sua primeira conferência internacional sendo realizada em 2005, em Hamburgo -Alemanha.
Ao contrário da monogamia romântica, tal movimento acredita que é mais feliz, saudável e natural que as pessoas amem e sejam amadas por mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Diferentemente do amor livre, este tipo de relacionamento dá mais ênfase à amizade e ao companheirismo, e não somente ou necessariamente ao sexo; não incitando relações promíscuas.
Assim, defendem a possibilidade de envolvimentos responsáveis, profundos e até mesmo duradouros com dois ou mais parceiros, simultaneamente.
Considerando que uma só pessoa não tem capacidade de complementar a outra em todos os aspectos, e tampouco suprir todas as suas necessidades, os poliamoristas acreditam que seu modo de vida bloqueia aquela busca constante e obsessiva de se encontrar alguém perfeito, reconhecendo as limitações do outro sendo, portanto, mais sensíveis aos defeitos e diferenças dos parceiros.
Além disso, veem que o poliamor rompe aquele medo da solidão, abandono e traição que, segundo eles, é típico de relações monogâmicas.
Desta forma, argumentam que sua ótica permite com que os parceiros amorosos sejam mais honestos entre si, sendo a fidelidade encarada como sinônimo de confiança mútua.
Algumas questões que coloco:Mas... e o ciúme?
E a completude, temos que ser completos?
O outro tem a tarefa de nós completar?
E atender todas nossas necessidades?
Não será uma fuga a entrega dos parceiros, aceitando suas limitações?
Seria um meio de não ser frustrado?



Comentários

  1. Olá Karina! Boa madruga!

    São quase 2 da manhã a acabei de chegar da rua - Festival de inverno e niver da histórica Mariana. Bem, mas vamos ao que realmente interessa.

    Desde que a vi no programa Casos de Família, comecei a acompanhar seu trabalho por meio da internet. Sempre leio seus textos e acho interessante a forma com que abordas determinado assunto.

    Sobre o tema Poliamor tenho uma opinião muito particular. Com todo respeito que deve se ter pelos estudos e defesa desse novo tipo de relacionar - o poliamor- não consigo vislumbrar essa forma de amor/amar como sendo algo que se deve atribuir respeito.

    É impossível imaginar uma relação aonde os envolvidos podem, cada um, ter livre acesso a outras pessoas, e de quebra haver um respeito para o casal "principal".

    O poliamor é, na verdade, uma forma social de apontar a promiscuidade. Qual a diferença entre o poliamor e a promiscuidade? A ciência de todos envolvidos? A forma "respoeitável" (risos) de cada um permitir que outrem lhe possua o corpo, como que num jogo de dados?

    O ser humano é animal. Não dá para conciliar elementos que trabalha o instinto humano e tentar socializá-lo. O ciúmes, o sentimento de estar sendo trocado, tudo isso interfere nesse jogo de poliamor ou promiscuidade.

    A grande verdade é que a sociedade tal como hoje configurada, não está preparada para trabalhar com sutilezas como essa. Num ambiente aonde há promiscuidade, ninguém é dono de ninguém, e todos estão ali para se doar.

    A partir do momento em que um conjuge permite ao outro deitar-se com terceiro, ele conjuge, na verdade, nada sente pelo seu presumível companheiro.

    Eu, por exemplo, talvez por machismo, se tivesse namorada, jamais permitiria à mesma deitar-se com outro; mas, de outro lado, se um amigo quisesse que eu tivesse uma noite de amor com sua namorada, se ela me despertasse desejo, faria sem dor na consciência.

    POrtanto, na minha opinião o poliamor é em outras palavras um neologismo derivado da promiscuidade. Não acho possível separar o que vem a ser promiscuidade e o que seja poliamor, dado a natureza própria do ser humano.

    Na arte do amar, é impossível ser gentil ao ponto de dividir seu bem-querer com outrem.

    Abraço, boa noite!!!

    ResponderExcluir
  2. Boa noite!

    Fábio,
    Muito bacana seu comentário, levantei algumas questões no final do texto, exatamente pelo desconforto que ele causa.

    Uma ótima semana!
    Karina

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Perfil da manipulação

Simpático(a) ...é a máscara mais freqüente utilizada pelos manipuladores. Ele(a) é sorridente, extrovertido(a), sabe aproveitar a vida. Demonstra atenção com os outros, mas faz questão de marcar a sua posição. Aos poucos, vai ocupando o lugar da outra pessoa. Seu perigo reside justamente em ser tão agradável. Mostrando-se gentil e amoroso(a), consegue fazer com que as pessoas sintam-se pouco à vontade para discordar das suas opiniões. Esse tipo consegue criar um clima de amizade e camaradagem com extrema facilidade.
Sedutor(a)...vaidoso(a) e atraente, ele(a) gosta de olhar nos olhos, de fazer perguntas embaraçosas e de manter certo mistério em torno de si. Não economiza elogios e galanteios e, assim, consegue o quer das pessoas, que o(a) consideram charmoso(a) e irresistível, embora não consigam nada com ele(a).
Altruísta...não mede esforços para agradar: dá presentes, faz favores... mas tudo na expectativa da reciprocidade. Ou seja: não aceita recusas, o que faz com que as pessoas sint…

Consequências psicológicas do aborto

Como muitas mulheres acabam por utilizar a repressão como meio de lidar com o que sentem, a procura de ajuda psiquiátrica pode ocorrer muito depois do aborto ter sido realizado. Estes sentimentos reprimidos, no entanto, podem induzir doenças psicossomáticas ou psiquiátricas noutras áreas da sua vida. Uma sondagem realizada a 260 mulheres, muitas das quais procuravam informação sobre aconselhamento pós-aborto e que já se tinham submetido a pelo menos um aborto enquanto adolescentes, mostrou que de uma forma geral estas mencionaram ter: “flashbacks” relativos ao momento do aborto, crises de histeria, sentimento de culpa, medo do castigo de Deus, receio pelas suas própria crianças, agravamento de sentimentos negativos no aniversário da data do aborto ou quando exposta a propaganda a favor da liberdade de escolha (do aborto), interesse excessivo em mulheres grávidas e em bebês, visões ou sonhos com a criança abortada, consciência de terem falado com a criança abortada antes do aborto. Mulhe…

Personalidade Esquizoide

O homem de lata do "Mundo de OZ", sofre de Transtorno de Personalidade Esquizoide, pois a crença de que é incapaz de amar pois não possui um coração, fez com que passasse a vida sozinho. Este transtorno é caracterizado pela falta de desejo de interagir com outros e por sua propensão a evitar situações sociais. A pessoa tem dificuldade em formar relações pessoais, expressar emoções, críticas ou elogios não o perturbam, como as conquistas profissionais e amorosas não significa quase nada, suas atividades não proporciona prazer, sua capacidade limitada de expressar sentimentos, tem pouco interesse em ter relações sexuais, prefere atividades solitárias, mantém uma vida introspectiva, não sentem falta em ter amigos, são insensíveis as normas sociais.