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"Decifra-me, mas não me conclua, eu posso te surpreender". ( Clarice Lispector)

Você jamais encontrará felicidade enquanto for controlado pelo destino.
Por “destino”, não quero dizer “sina”. Não existe uma coisa chamada “sina”. 
O destino engloba as já esquecidas causas do passado que criam efeitos atuais em sua vida. 
Você pode dizer: “Eu estava destinado a ser guloso”. Mas isso não é verdade.
No primeiro dia em que se alimentou você não era guloso; você é que criou esse hábito.
O bêbado não era bêbado na primeira vez em que provou álcool.
Quando você repete ações sem discernimento, descobre que elas começam a usurpar pensamentos e vontade, fazendo o corpo obedecer a seus ditames.
Daí você diz que é sua sina ser pusilânime ou fracassado.
A corrente que o aprisiona foi forjada por você mesmo, elo por elo. Você não tem nenhum destino a não ser o que você próprio planejou.
Você mesmo criou a predestinação de ser bom ou mau quando, no passado, repetiu certas ações benéficas ou prejudiciais. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Paramahansa Yogananda, O Romance com Deus


Podemos perdoar uma criança quando ela tem medo do escuro, mas
a verdadeira tragédia da vida é quando um homem tem medo da luz."

Platão

Um egoísmo sutil ao negligenciar nossas necessidades Contrariamente ao que muitas pessoas acreditam, o egoísmo realmente aparece quando somos desconsiderados, quando nos consideramos mais aos outros que a nós mesmos. Longe de ser um gesto altruísta e gentil, é um descuido que nos impede de ouvir e compartilhar o que somos. Não podemos dar nada que não possamos, e se não temos nosso amor, respeito e compreensão, dificilmente podemos oferecê-lo aos outros. Sem estar cientes, acabamos implorando pelo que não nos damos. Nós nos voltamos para que outros não atendam ao que realmente precisam, mas tentam encontrar sentimentos positivos que não encontramos em nós. Aqueles de nós, salvadores e cuidadores da vida, desconhecem muito nosso egoísmo, porque acreditamos que estamos no lado oposto do desapego, da generosidade, do altruísmo e da bondade. Mas, para chegar a este ponto, o primeiro passo é escutar a si mesmo, escutar a si mesmo e se amar, mas tudo o que oferecemos será contaminado pela noss…
Compreenda o que significa cuidar de si mesmo Tente por um momento pensar sobre isso: o que é para você cuidar de si mesmo? O que você está fazendo para cuidar de si mesmo? A nossa forma de cuidar de nós conta muito sobre o que somos agora, pois está intimamente relacionado ao nosso estado de espírito e à nossa auto percepção. Tomar cuidado significa levar em conta, ouvir nossas próprias necessidades e entender que temos o direito de nos sentir bem. É entender e reconhecer a nossa existência, sabendo que merecemos nosso amor e nossa compaixão além dos julgamentos e punições que impomos. Estamos cuidando de nós mesmos quando evitamos o que nos causa desconforto: quando nos afastamos de certas pessoas que nos prejudicam, quando colocamos limites aos outros sobre o que queremos e não queremos fazer, e quando nos damos a oportunidade de Tomar decisões por nós mesmos, dando prioridade ao nosso bem-estar “Não cuidar é uma forma sutil ou auto evidente de auto dano. Às vezes, como em um estado de…
" As dores, as decepções e a melancolia não são feitas para nos deixar insatisfeitos e nos tirar valor e dignidade, mas para nos amadurecer."

Hermann Hesse

O obsessivo impossibilita o desejo quando tenta fazer do amor uma burocracia: requisitos a serem preenchidos, matemática de encontros, anulação daquele gesto que arrebata o sujeito, retirando-o do controle da situação. Assim salva o ideal. O da autonomia também.
[Ana Paula Gomes]



O amor na neurose obsessiva: quanto mais o sujeito ama, mais em dúvida fica a respeito do que sente, então tende a achar que não é amor. Quanto mais sente que é amado, mais culpado se sente por receber um amor do qual não se acha merecedor. Quer articular amor com saber.
Quer passar a sua vida "meio morto". E assim o faz.
[Ana Suy Sesarino Kuss]

Sigmund Freud chamou de neurose de destino o sentimento permanente de fatalidade que se impõe aos nossos esforços de mudança e transformação; psiquicamente, a lei maior de nossas escolhas está condicionada pelo cruzamento da possibilidade do futuro com as heranças do passado.
“Não é uma questão de passar o cuidado dos outros para o primeiro plano, colocando-os no cuidado de si mesmos; o autocuidado é eticamente o primeiro, na medida em que a relação a si mesmo é ontologicamente a primeira”.
-Michel Foucault-